quinta-feira, 22 de abril de 2010

Educação e as Universidades

Continuamos com o mesmo assunto do tópico anterior, Educação, desta vez disponibilizaremos um outro texto bem interessante, que pode ser encontrado no livro Pedagogia Espírita: um projeto brasileiro e suas raízes, escrito por Dora Incontri. O texto se encontra na Epígrafre deste livro.


O texto foi escrito no século XIX, mas como podemos perceber também é bem atual. Podemos constatar que, infelizmente, avançamos muito pouco no campo educacional.


“Nos meios universitários reina ainda completa incerteza sobre a solução do mais importante problema com que o homem jamais se defronta em sua passagem pela Terra. Essa incerteza se reflete em todo o ensino. (…) Daí o desânimo precoce e o pessimismo dissolvente, moléstias das sociedades decadentes, ameaças terríveis para o futuro…



As teorias do além-Reno, as doutrinas de Nietzsche, de Schopenhauer, de Haeckel, etc. muito contribuíram, por sua parte, para determinar esse estado de coisas. Sua influência por toda parte se derrama. Deve-se-lhes atribuir, em grande parte, esse lento trabalho, obra obscura de cepticismo e de desânimo, que se desenvolve na alma contemporânea, essa desagregação de tudo o que fortificava a alegria, a confiança no futuro…



É tempo de reagir com vigor contra essas doutrinas funestas, e de procurar, fora da órbita oficial e das velhas crenças, novos métodos de ensino que correspondam às imperiosas necessidades da hora presente. (…) A educação, sabe-se, é o mais poderoso fator de progresso, pois contém em gérmen todo o futuro. Mas, para ser completa, deve inspirar-se no estudo da vida sob suas duas formas alternantes, visível e invisível, em sua plenitude, em sua evolução ascendente para os cimos da natureza e do pensamento.



Os preceptores da Humanidade têm, pois, um dever imediato a cumprir. É o de repor o Espiritualismo na base da educação, trabalhando para refazer o homem interior e a saúde moral. É necessário despertar a alma humana adormecida por uma retórica funesta; mostrar-lhe seus poderes ocultos, obrigá-la a ter consciência de si mesma, a realizar seus gloriosos destinos.”


Léon Denis


Paris, 1908

domingo, 11 de abril de 2010

Educação

Destaco hoje neste blog dois breves textos (ou trechos de textos), sobre Educação, o primeiro datado de 1828, onde Rivail, propôe um plano para melhoria da educação francesa naquela época, porém como podemos observar que o texto é muitíssimo atual. Já o segundo texto é datado de 1857, onde Rivail já com o pseudônimo de Allan Kardec escreve no Livro dos Espíritos palavras lúcidas sobre a importância e o sentido da educação.


Todos falam da importância da educação, mas esta palavra é, para a maioria, de um significado excessivamente impreciso [...]. Em geral nós a vemos somente no sistema de estudos, e este equívoco é uma das principais causas do pouco progresso que ela obteve. [...] A educação é a arte de formar os homens, isto é, a arte de neles fazer surgir os germes das virtudes e reprimir os do vício; de desenvolver sua inteligência e dar-lhes a instrução adequada às suas necessidades [...]. Em uma palavra, o objetivo da educação consiste no desenvolvimento simultâneo das faculdades morais, físicas e intelectuais.Eis os que todos repetem, mas o que não se pratica. [...]¹


Há um elemento, que se não costuma fazer pesar na balança e sem o qual a ciência econômica não passa de simples teoria. Esse elemento é a educação, não a educação intelectual, mas a educação moral. Não nos referimos, porém, à educação moral pelos livros e sim à que consiste na arte de formar os caracteres, à que incute hábitos, porquanto a educação é o conjunto dos hábitos adquiridos. Considerando-se a aluvião de indivíduos que todos os dias são lançados na torrente da população, sem princípios, sem freio e entregues a seus próprios instintos, serão de espantar as conseqüências desastrosas que daí decorrem? Quando essa arte for conhecida, compreendida e praticada, o homem terá no mundo hábitos de ordem e de previdência para consigo mesmo e para com os seus, de respeito a tudo o que é respeitável, hábitos que lhe permitirão atravessar menos penosamente os maus dias inevitáveis. A desordem e a imprevidência são duas chagas que só uma educação bem entendida pode curar. Esse o ponto de partida, o elemento real do bem-estar, o penhor da segurança de todos.²


¹ RIVAIL, Hippolyte Léon Denizard. Plano proposto para a melhoria da educação pública. Trad. de Albertina Escudeiro Sêco. Rio de Janeiro: Edições Léon Denis, 2005. p. 11-12.


² KARDEC, Allan. O livro dos espíritos. Trad. de Evandro Noleto Bezerra. Edição Comemorativa do Sesquicentenário. Rio de Janeiro: FEB, 2007. Comentário de Kardec à questão 685a.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Chico Xavier - O Filme e uma experiência mediúnica?

Hoje, dia 05/04, assisti ao filme do Chico Xavier. Sou espírita desde que nasci. As histórias contata no filme é de conhecimento da maioria dos espíritas, o programa pinga-fogo de 1971, o caso de absolvição na justiça por uma psicografia, os casos de sua infância sofrida, sua descoberta da mediunidade, a repercussão de seu 1º livro de poesias e etc.


Dá muito orgulho ver todas estas histórias numa sala de cinema, em um filme bem feito, com bons atores e boas atuações. Orgulho sim, de ver a vida de um irmão que compartilhou a mesma doutrina que a nossa ser retratado em um filme e ser admirado por um país inteiro.


A vida de Chico é tão fantástica que até os espíritas que muito o conhecem não o entendem bem. Uns dizem que ele é reencarnação de Allan Kardec e se preocupam com isso, outros o colocam em suas vidas como uma imagem de um santo em um oratório, portanto o idolatram.


Se espíritas não o entendem bem imaginem as pessoas de diferentes religiões... Chico realmente foi uma pessoa incomum, mas a sua obra, a sua mediunidade não tem nada de anormal, existem leis que regem a comunicabilidade com o mundo espiritual e a reencarnação. Allan Kardec organizou e nos mostrou tudo há dois séculos atrás. Ou não acreditamos porque ainda somos ignorantes ou porque não acreditar é a escolha para não nos envolvermos com a verdade.


Chico viveu a verdade, conseguiu alcançar os seus objetivos de vida com muita DISCIPLINA, sofrimento e abnegação. Por isso para mim Chico não é santo, não é mito, é um irmão e um grande exemplo de vida. Devemos agradecer a Deus por ter um exemplo tão próximo a seguir, Chico viveu em nosso país, em nosso Estado e foi nosso contemporâneo. Eu agradeço a Deus por isso.


Voltando ao filme, durante a sessão vi a sala de cinema se transformando como se fosse um centro espírita, ou uma igreja, se preferirem assim. Um local onde espíritos amigos se aproveitavam do filme, das imagens, enfim da vida de Chico retratada na telona e auxiliavam com conselhos, mensagem, enfim boas vibrações, bons fluídos a todos que assistiam ao filme. Se isso realmente aconteceu, seria algo extraordinário? Algo sobrenatural?


Acredito que não. No Livro dos Espíritos Allan Kardec elabora a questão 459: Influem os Espíritos em nossos pensamentos e em nossos atos? A resposta dos espíritos foi a seguinte. “Muito mais do que imaginais. Influem a tal ponto, que, de ordinário, são eles que vos dirigem.”

domingo, 4 de abril de 2010

O Analfabeto Político

O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.

O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.

Bertolt Brecht