Destaco hoje neste blog dois breves textos (ou trechos de textos), sobre Educação, o primeiro datado de 1828, onde Rivail, propôe um plano para melhoria da educação francesa naquela época, porém como podemos observar que o texto é muitíssimo atual. Já o segundo texto é datado de 1857, onde Rivail já com o pseudônimo de Allan Kardec escreve no Livro dos Espíritos palavras lúcidas sobre a importância e o sentido da educação.
Todos falam da importância da educação, mas esta palavra é, para a maioria, de um significado excessivamente impreciso [...]. Em geral nós a vemos somente no sistema de estudos, e este equívoco é uma das principais causas do pouco progresso que ela obteve. [...] A educação é a arte de formar os homens, isto é, a arte de neles fazer surgir os germes das virtudes e reprimir os do vício; de desenvolver sua inteligência e dar-lhes a instrução adequada às suas necessidades [...]. Em uma palavra, o objetivo da educação consiste no desenvolvimento simultâneo das faculdades morais, físicas e intelectuais.Eis os que todos repetem, mas o que não se pratica. [...]¹
Há um elemento, que se não costuma fazer pesar na balança e sem o qual a ciência econômica não passa de simples teoria. Esse elemento é a educação, não a educação intelectual, mas a educação moral. Não nos referimos, porém, à educação moral pelos livros e sim à que consiste na arte de formar os caracteres, à que incute hábitos, porquanto a educação é o conjunto dos hábitos adquiridos. Considerando-se a aluvião de indivíduos que todos os dias são lançados na torrente da população, sem princípios, sem freio e entregues a seus próprios instintos, serão de espantar as conseqüências desastrosas que daí decorrem? Quando essa arte for conhecida, compreendida e praticada, o homem terá no mundo hábitos de ordem e de previdência para consigo mesmo e para com os seus, de respeito a tudo o que é respeitável, hábitos que lhe permitirão atravessar menos penosamente os maus dias inevitáveis. A desordem e a imprevidência são duas chagas que só uma educação bem entendida pode curar. Esse o ponto de partida, o elemento real do bem-estar, o penhor da segurança de todos.²
¹ RIVAIL, Hippolyte Léon Denizard. Plano proposto para a melhoria da educação pública. Trad. de Albertina Escudeiro Sêco. Rio de Janeiro: Edições Léon Denis, 2005. p. 11-12.
² KARDEC, Allan. O livro dos espíritos. Trad. de Evandro Noleto Bezerra. Edição Comemorativa do Sesquicentenário. Rio de Janeiro: FEB, 2007. Comentário de Kardec à questão 685a.
mais um bom post seu senra...
ResponderExcluirespero depois chegar com minha contribuição para esse tópico: Educação
http://ces3.wordpress.com/
ResponderExcluirBlog da Educação Superior Particular
Caro companheiro esta foto não é de Allan Kardec mas sim Raymond Auguste Quinsac Monvoisin pesquise este nome.
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